Muita coisa aconteceu durante os últimos 5 anos. Como as pessoas estão reagindo ao mundo de hoje nos países da Ásia-Pacífico?

Fizemos esta pergunta durante nosso recente projeto The Next Normal: Rise of Resilience, que entrevistou 28.600 pessoas de idades entre 6 e 54 anos em 30 países, incluindo 7 na região da Ásia-Pacífico (Austrália, China, Indonésia, Japão, Malásia, Nova Zelândia e Filipinas). Aqui estão as principais descobertas sobre a região da Ásia-Pacífico:

Eles estão mais contentes e otimistas. Nos países da Ásia-Pacífico, a porcentagem de pessoas dizendo que estão felizes aumentou nos últimos 5 anos, de 69% em 2012 para 76% em 2017. Esse aumento ocorreu em contraste com seus pares globais, que declararam níveis de felicidade semelhantes em ambos os anos (77% em 2012, 76% em 2017). Um sentimento de otimismo também cresceu numa velocidade mais rápida nos países da Ásia-Pacífico, com um aumento de 23% entre os que disseram que “sempre buscam o lado positivo” durante os últimos cinco anos, em comparação com um aumento de 8% no resto do mundo.

A música e o humor aliviam o estresse. Quase 8 em cada 10 pessoas dos países da região da Ásia-Pacífico dizem que a música é uma inspiração (77%). Eles têm mais probabilidade do que seus pares globais a dizer que adoram ouvir as mesmas músicas várias vezes (81% Ásia-Pacífico, 77% global). E, além disso, 59% das pessoas nos países da região Ásia-Pacífico levam isso para um outro patamar ao dançar sozinhos nos seus quartos. O riso também é importante – 65% disseram que usam o humor para conseguir coisas na vida, acima dos 59% de 2012.

A felicidade é mais sobre curtir um momento, e menos sobre sucesso externo. Em 2012, as pessoas nos países da Ásia-Pacífico definiram contentamento em termos de tempo e dinheiro. Suas principais fontes de felicidade foram passar um tempo com a família e amigos, ter sucesso, ter bastante dinheiro, e tempo para diversão e relaxamento. Em 2017, houve uma mudança – tempo de diversão e relaxamento, assim como sair de férias, aumentaram de importância enquanto sucesso e dinheiro caíram. Nos países da Ásia-Pacífico de hoje, existe um desejo de sentir e ter experiências que são enriquecedoras a nível pessoal.

O mundo online está ajudando a mudar suas visões. A porcentagem de pessoas na região da Ásia-Pacífico que acreditam que o acesso a internet mudou a forma como elas pensam o mundo aumentou de 68% em 2012 para 79% em 2017. Globalmente, 74% concordaram com esta afirmação em 2017.

As redes sociais, que estão em rápida expansão, são uma fonte de novas perspectivas. O número médio do total de contatos sociais aumentou mais de cinco vezes na região da Ásia-Pacífico, de 97 em 2012 para 519 em 2017. Eles também têm 6 vezes mais “amigos” online que eles nunca conheceram pessoalmente, bem maior do que uma média de 19 a 122 nos últimos 5 anos. As pessoas nestes países têm muito mais conhecidos online deste tipo do que a média global, que atualmente é de 87.

Há uma crescente abertura para a auto-expressão. Globalmente, o estudo descobriu que existe um apoio maior para muitos direitos do que em 2012. Ao longo dos últimos 5 anos, a taxa de crescimento em apoio para “defender as crenças de cada um” cresceu 5 vezes mais rápido nos países da Ásia-Pacífico do que no resto do mundo, o apoio à liberdade de expressão cresceu 4 vezes mais rápido, e o apoio à prática de qualquer tipo de religião cresceu 2 vezes mais rápido do que a média global.