Historicamente, o poder teve conotações negativas – como em: ter poder sobre alguém ou sobre alguma coisa. Os jovens de hoje, no entanto – veem o poder cada vez mais como um exercício colaborativo com benefícios coletivos. No nosso mundo conectado, o poder está mais acessível a todos, aumentando o potencial de como ele pode ser expressado e exercido.

Para o nosso estudo mais recente, Power in Progress (O Progresso do Poder), falamos com 11.000 jovens em 10 países para reunir insights sobre seus sentimentos em relação ao poder pessoal e coletivo, à quebra de paradigmas, e como as marcas podem usar este novo poder. Aqui estão nossas descobertas:

Novas dinâmicas estão se formando, na busca pelo poder. O caminho dos jovens até o poder é o mesmo de sempre: uma trajetória de poder pessoal, cultural e estrutural. Dentro deste percurso, as mudanças de força estão criando novas dinâmicas.

Nós identificamos porque o poder está mudando, como está mudando e para onde está indo.

Por que o poder está mudando: está inserido nas identidades dos jovens de hoje. Ao contrário das gerações anteriores, os jovens de hoje cresceram como nativos da era digital e das redes sociais com diferentes modelos de poder pessoal. Eles podem aproveitar a rede de poder coletivo em um instante – 73% incentivam e apoiam os outros quando se deparam com desafios, 61% colaboram de perto com os outros para que consigam conquistar seus objetivos, e 54% acredita que sua geração é coletivamente mais empoderada do que as gerações anteriores. A liderança é uma expectativa, com 72% dizendo que acreditam que podem conquistar uma carreira de sucesso fazendo o que eles querem fazer.

Como o poder está mudando: ele é fluido. Os jovens estão colaborando em tempo real para ganhar poder, chamando atenção e usando a mídia de novas maneiras. Este novo poder não é mais um jogo onde há um único vencedor, ou que é mantido dentro de uma única entidade. Em vez disso, ele vai e vem sem uma única pessoa liderando esta mudança. Com 57% dizendo que acreditam que o poder deveria pertencer a todos, os jovens estão unindo forças para impulsionar vozes historicamente sub-representadas e reivindicar suas narrativas. Apenas 38% deles acredita que pessoas como eles são bem representadas nos veículos de comunicação de massa. As redes sociais são uma ferramenta essencial, com 62% dos jovens concordando que elas permitem que eles tenham voz em questões importantes para eles e 63% dizendo que atualmente elas causam o maior impacto no nosso país. Quando surgem pessoas ou pontos de vista que eles não estão de acordo, eles se juntam para “anulá-los”. Com um número menor de pessoas vigiando, todos são encarregados de policiar a autenticidade.

Para onde está indo o poder: está se reequilibrando. Para os jovens: o poder é algo em construção. O que já foi considerado “disruptivo” é institucional para eles. Metade dos jovens acredita que empresas como Facebook, Amazon e Google são grandes e poderosas demais. No entanto, seus valores não são anti-institucionais; 66% não veem o sistema como um impedimento ao poder. Eles estão divididos sobre se uma mudança efetiva pode ser feita dentro do próprio sistema (46%) ou quebrando o sistema (40%). Na sua visão de mundo, as marcas têm uma importância significativa. Nos Estados Unidos, dois-terços acreditam que as marcas deveriam ter um papel maior em questões sociais e 70% disseram que as marcas que participam em questões sociais merecem respeito.