Na África do Sul, A Geração X Está Redefinindo a Vida Adulta

Uma visão sobre como os Gen Xers na África do Sul se diferem de seus pares globais.

O estudo da Viacom Gen X Today conversou com mais de 12.000 adultos em 21 países para montar uma imagem da vida adulta de pessoas com idades entre 30 e 49 anos ao redor do mundo. O estudo descobriu que enquanto o mundo estava focado nos Millennials e nos Baby Boomers, a Geração X reinventou silenciosamente o que significa ser adulto.

A África do Sul é um dos países incluídos neste projeto – e queríamos entender como esta geração se diferencia dos seus pares globais. Uma observação: como estes dados foram baseados numa pesquisa online, os entrevistados costumam distorcer sua situação socioeconômica para cima.

Aqui estão algumas das principais descobertas sobre esta geração de sul africanos:

Eles estão redefinindo as normas tradicionais da vida adulta. Menos da metade dos entrevistados da Geração X na África do Sul (46%) conquistaram os três marcos de casamento, casa própria e ter filhos – superior à média global de 39%. Os entrevistados brancos (49%) são mais propensos a ter realizado estes três marcos do que os entrevistados negros (41%).

Na África do Sul, especialmente, as estruturas da família tradicional são a exceção e não a regra. Algumas realidades sociais limitam a capacidade da Geração X de se adequar a estas estruturas. Isso inclui o aumento do número das mães solteiras, uma expectativa para a população negra mais jovem para apoiar financeiramente seus pais e outros membros próximos da família (conhecido na África do Sul como “taxa negra”), e pais que não estão num relacionamento, criando filhos juntos, normalmente conhecido como “situacionamento”.

Os papeis de gênero mudaram. Os pais estão desempenhando um papel fundamental na criação das crianças, com 82% dos “Gen Xers” na África do Sul concordando que um homem pode criar uma criança tão bem quanto uma mulher (em sintonia com a média global). Muitos pais negros da África do Sul explicaram como pais ausentes e uma falta de modelos positivos para imitar ao crescer os motivaram a abraçar a paternidade com entusiasmo. Enquanto isso, 68% das mulheres na África do Sul são chefes ou ganham o mesmo que os homens nos seus lares – muito acima da média global de 58%. Esta situação é consideravelmente mais alta nos lares negros do que nos brancos (75% vs. 50%).

Eles são ávidos usuários das mídias sociais. Mais de 8 em cada 10 “Gen Xers” sul-africanos usam a tecnologia e as mídias sociais para ficar atualizados (83%), comparado com 74% no mundo. Os entrevistados negros também foram bem mais propensos do que os entrevistados brancos a dizer que as mídias sociais beneficiaram seus relacionamentos (87% vs. 62%). Um fator que contribuiu para este resultado foi que muitos “Gen Xers” negros vivem longe de suas cidades natais em comparação com os entrevistados brancos, e, portanto, dependem mais da tecnologia e das mídias sociais para ficar conectados com seus entes queridos que vivem longe.

Nas amizades, eles escolhem qualidade em vez de quantidade. Os “Gen Xers” da África do Sul estão colocando uma ênfase maior nas amizades que trazem conforto, apoio e lealdade. Eles têm uma média de 25 pessoas que consideram como amigos próximos, comparado com 55 para os Millennials sul-africanos.