As eleições intermediárias de meio de mandato aconteceram na terça-feira, dia 6 de novembro, com o país votando em todos os membros da Câmara e em um terço das cadeiras do Senado. Visto como um referendo em reação às polêmicas do presidente Donald Trump, o comparecimento nas urnas atingiu o nível mais alto dos últimos 50 anos. Perto de um terço (31%) de pessoas entre 18 e 29 anos votaram – um aumento de quase 50% em relação às eleições intermediárias de 2014, segundo estimativas da Tufts University Center para o Centro de Informação e Pesquisa sobre Aprendizado e Engajamento Civil. O resultado da eleição causou uma mudança no equilíbrio de poder e no Congresso mais diversificado da história dos Estados Unidos.

Nos meses que antecederam a eleição, um tiroteio em massa em uma escola de ensino médio em Parkland, Flórida impulsionou protestos de jovens no país inteiro contra a violência com armas, ao mesmo tempo serviu de empurrão para jovens eleitores se registrarem e encorajou sua participação no processo político. As celebridades usaram suas plataformas para inspirar jovens fãs a votarem – especialmente Taylor Swift, que quebrou seu longo período de neutralidade política para abraçar os candidatos democratas.

A MTV Insights e a The Associated Press-NORC Center for Public Affairs (Centro de Pesquisa para Assuntos Públicos da Associação de Imprensa-NORC) rastrearam sentimentos sobre política e questões sociais entre norte-americanos de idades entre 15 e 34 anos com uma série de pesquisas desde março de 2018. A última pesquisa foi realizada um mês antes das eleições intermediárias, no final de setembro/início de outubro de 2018. Aqui estão os destaques deste estudo:

Os jovens norte-americanos estavam se sentindo prontos para uma mudança positiva. Quase dois terços dos norte-americanos de idades entre 15 e 34 anos disseram que sua geração estava se sentindo motivada para fazer mudanças positivas no país, e aproximadamente 4 em cada 10 declararam estar animados (42%), ou interessados (43%) pela eleição.

Eles estão se sentindo bem menos céticos em relação ao seu poder de influenciar o governo. Em outubro, a maioria dos jovens acreditava que os servidores públicos se importavam “pouco ou nada” sobre o que as pessoas como eles pensavam (64%) – bem abaixo dos 75% de março. Da mesma forma, o sentimento que pessoas como eles podiam afetar o governo “um pouco ou nada” decaiu de 62% em março para 52% em outubro.

 Apesar da maioria acreditar na importância do voto, nem todos planejaram ir às urnas. Apesar de 54% declararem que votar é muito ou extremamente importante, apenas 32% dos eleitores habilitados disseram que tinham certeza de que votariam. Este entusiasmo inclinou-se para a esquerda, com 41% dos jovens democratas dizendo que eles tinham certeza de que votariam, comparados com 28% dos jovens republicanos. Quase 1 em cada 5 (15%) disseram que definitivamente não iriam votar.

Muitos acompanharam o noticiário político, mas não participaram de nenhuma outra forma. Enquanto 6 em cada 10 jovens adultos leram ou assistiram o noticiário sobre as eleições intermediárias, a maioria não postou, curtiu ou comentou nas redes sociais, nem participou de comícios, ou foi voluntário em campanhas.

 Os jovens democratas estavam mais engajados nas eleições intermediárias do que os jovens republicanos. O interesse geral dos jovens democratas (51% vs. 40%), consumo de notícias (69% vs. 55%), e uso das redes sociais para compartilhar suas visões sobre a eleição (34% vs. 23%) superaram os jovens republicanos.

A maioria acredita que o governo protege suas vidas e sua liberdade – mas muitos o consideram uma ameaça. Em geral, 58% dos norte-americanos de idades entre 15 e 34 anos veem o governo federal como protetor de suas vidas e de sua liberdade. No entanto, mais afro-americanos o veem como uma ameaça (59%) do que brancos (35%) e hispânicos (43%), e mais mulheres o veem como uma ameaça (47%) do que homens (32%).

O sistema de saúde, a imigração e a economia são as suas maiores preocupações. As principais questões para os jovens norte-americanos são o sistema de saúde (62%), a imigração (55%), a economia (52%) e o controle das armas (49%).  As diferenças partidárias surgiram, com o sistema de saúde e a imigração como as maiores preocupações dos jovens democratas, e a economia e os impostos no topo da lista entre os jovens republicanos.