Como é ser criança hoje em dia na Colômbia?

Aqui estão algumas descobertas extraídas do nosso mais recente estudo com crianças colombianas de idades entre 6 e 11 anos:

Elas são otimistas, confiantes, curiosas e criativas. Não apenas mais de 9 em cada 10 crianças colombianas usam estes adjetivos para se autodescrever, elas são mais propensas do que seus companheiros globais a escolher estas palavras – otimista (+10%), confiantes (+8%), curiosas sobre o mundo (+7%) e criativas (+6%).

Elas são ambiciosas e se sentem preparadas para enfrentar os desafios da vida. Entre as crianças colombianas, 91% acreditam que podem realizar qualquer coisa se trabalharem bastante (87% global).  Nove em cada 10 (90%) dizem que é melhor tentar coisas e se arriscar do que nunca tentar (85% global). E 82% sentem que estão aptas a lidar com o que quer que seja que a vida apresente para elas – significativamente acima da média global de 68%.

Sua independência e espírito empreendedor podem ser resultado do encorajamento dos seus pais. As crianças na Colômbia são mais propensas do que seus pares globais a pensar sobre si mesmas como independentes (81% Colômbia, 76% global) e a dizer que gostariam de começar seus próprios negócios algum dia (80% Colômbia, 62% global). Seus pais também são mais propensos a achar que, em geral, os pais sempre devem dar o máximo de independência possível para seus filhos (88% Colômbia, 74% global).

Elas são muito mais propensas a ter seus próprios dispositivos. A maioria tem seu próprio tablet (57% Colômbia, 37% global), enquanto quase a metade possui um smartphone (43% Colômbia, 37% global). Elas também têm mais probabilidade de ter pelo menos 10 dispositivos nos seus lares (52% Colômbia, 48% global).

Para lidar com a pressão, elas se voltam aos jogos online e à TV. Quando querem aliviar o estresse, as crianças colombianas têm muito mais propensão a jogar games num smartphone ou tablet (51% Colômbia, 37% global) ou assistir TV (50% Colômbia, 42% global).

A internet expandiu sua visão do mundo, mas elas têm menos propensão do que crianças de outras partes a enxergá-la como uma necessidade. As crianças colombianas amam a tecnologia (85%) e são muito mais propensas do que seus pares globais a acreditar que a internet as apresentou para coisas que elas não teriam descoberto de outra forma (87% Colômbia, 76% global). No entanto, apenas 39% concordam que estar conectadas à internet é uma parte tão importante da vida cotidiana quanto comer e dormir (60% global). Entre crianças de 9 e 11 anos, 54% na Colômbia sentem que ter acesso à internet é um direito humano básico (69% global).

Elas também são menos propensas a enxergar as redes sociais como um reflexo verdadeiro de suas vidas. Entre crianças com idades entre 9 e 11 anos na Colômbia, 30% dizem que amam compartilhar todas as suas experiências nas redes sociais – abaixo da média global de 38%. Elas são significativamente menos propensas a acreditar que ter muitas conexões nas redes sociais faz com que elas pareçam mais interessantes (16% Colômbia, 37% global).

Algumas estão preocupadas com os efeitos negativos das redes sociais. Enquanto as crianças de idades entre 9 e 11 anos na Colômbia têm muito menos probabilidade do que seus pares globais a passar tempo demais nas redes sociais (19% Colômbia, 34% global), muitas gostariam de dar um tempo delas (38% Colômbia, 34% global). Quase metade se preocupa que fotos ou posts nas redes sociais poderiam causar problemas para elas no futuro (45% Colômbia, 43% global).